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quinta-feira, 11 de março de 2010

De Leste para Norte: O ponto mais setentrional de Portugal

Estes dias tenho estado muito ocupado e não tenho dado toda a atenção ao blogue, se bem fazia a minha tradicional visita e fiquei feliz de ver que já ultrapassámos os 18 000 leitores. Parabéns! Foram vocês que conseguiram. É para mim empolgante saber que ainda existem pessoas interessadas pela cultura e não apenas por mexericos, politiquices várias e coiso e tal...

Se bem continuo a não ter tempo e partirei em viagem muito em breve, aproveito para escrever umas palavrinhas como continuação do que já foi dito relativamente aos pontos cardinais do nosso país. Se no 'post' anterior falámos sobre o ponto mais oriental, hoje falaremos sobre o ponto mais setentrional.

E como não poderia ser de outra forma, esse ponto é o rio Minho no concelho de Melgaço, na freguesia de Cristóval (que seria alegadamente uma palavra de influência galega face ao nosso Cristóvão) e o destaque para a aldeia mais setentrional vai para Cevide, na dita freguesia e perto da fronteira de S. Gregório, da qual falaremos em outro momento.

Curiosamente, a melhor vista desse ponto é na Galiza da ponte que liga o concelho de Padrenda, na província de Ourense, ao concelho de Crecente na província de Pontevedra logo após a barragem (encoro) da Frieira. A poucos metros desagua no Minho a Ribeira de Trancoso que serve de fronteira na maior parte do seu curso entre a Galiza e Portugal.

Trata-se de uma região ainda um bocado montanhosa, com um rio Minho relativamente bravo, mas próximo do seu curso final que já se antecipa para lá de Melgaço. É também o começo da região do Alvarinho, quer galego, quer português e está próximo do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Nada resta agora senão deliciar-se com a vista das fotografias. Voltarei em breve!

Foto 1. Vista do Minho da ponte após a barragem da Frieira.
Foto 2. Mesma fotografia com indicação da fronteira.
Foto 3. Barragem da Frieira.


Ver Ponto mais setentrional de Portugal num mapa maior

Mapa 1. Mapa de situação.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Fronteiras: Monção/Salvaterra

Embora não tenha todas as fotografias pretendidas para este 'post' ao meu dispor, vou falar desta fronteira entre Monção e Salvaterra do Minho, aproveitando o facto de termos entre nós um novo amigo, Inácio, procedente destas terras do sul da Galiza.

Hoje só falarei da fronteira do Minho, ficando para mais adiante outras visões sobre o património de estas duas localidades fronteiriças. Um património muito interessante e que fala em guerras, baluartes, castelos e muralhas, mas também de algumas jóias como é o Palácio da Breijeira, não acessível ao público mas do qual podemos ver a linda fachada que tem.

Esta fronteira faz parte das novas pontes que se têm construído para unir as duas beiras do Minho, que receberam um impulso decidido a partir da integração na União Europeia e a queda das fronteiras. De uma só ponte, a velha ponte Eiffel entre Valença e Tui, passamos a ter cinco: V. N. de Cerveira/Goián, a nova Ponte Internacional que liga a A3 e a A55, Monção/Salvaterra e Peso/Arbo, para além da citada em primeiro lugar.

Isso tem feito que o trânsito entre ambas as duas localidades seja muito intenso, para além de facilitar uma boa ligação para Vigo pela auto-estrada A-52. Hoje é normal muitos portugueses comprarem nas lojas de Salvaterra ou atestarem o carro nas bombas locais, bem como os galegos irem ao Modelo ou ao Pingo Doce, com a vantagem de que ficam abertos aos domingos.

A ponte só tem feito afiançar uma realidade que já vinha de antigamente: as relações entre ambas as duas beiras do Minho sempre têm sido muito intensas, facilitadas pela língua. De facto, se Portugal tem alguma relação intensa além-fronteiras é com a Galiza, mais do que com quaisquer região autónoma, se bem que a Extremadura espanhola tem-se aproximado muito nos últimos anos, valorizando Portugal como parceiro estratégico.

Seja como for, lá vão umas fotografias do nosso mágico Minho.


Foto 1. Ponte sobre o Minho visto de Salvaterra.
Foto 2. Outra vista da ponte e do Minho.
Foto 3. Vista do Minho com a Serra do Leboreiro ao fundo.
Foto 4. Baluarte de Salvaterra.
Foto 5. Baluarte de Salvaterra visto de Monção.
Foto 6. O Minho visto da parte portuguesa da ponte.
Foto 7. Pôr-do-sol no Minho (visto da parte portuguesa).


Ver Fronteira: Monção/Salvaterra num mapa maior
Mapa 1. Mapa de situação.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Fronteiras: Alcobaça/Azoreira

Em primeiro lugar, fico empolgado por ver como a pouco e pouco este blogue consegue atrair a atenção das pessoas ao ponto de termos já oito amigos que o seguem regularmente. Nesse sentido é a hora de dar as boas-vindas para o «velho conselheiro» Zé de Mello, que me permite seguir as notícias da cidade onde moro e ao Ricardo Fernandes. Desejo-lhes tudo de bom para eles e que continuem a gostar do blogue, um blogue que começou como um divertimento e que continuo a fazer pelo mero prazer estético de plasmar em palavras as minhas vivências, sensações e conhecimentos. Sem pressas, sem obrigações...

Hoje vou-vos falar de uma fronteira muito pouco conhecida, na Serra do Leboreiro. Trata-se da fronteira entre uma aldeia portuguesa, Alcobaça, e uma galega, Azoraira, separadas pelo ribeiro do Trancoso, um riacho que se transforma num rio pequeno afluente do Minho e que desagua no ponto mais setentrional de Portugal. O território faz parte da região do Alto Minho, pertencente ao concelho de Melgaço, e da parte da Galiza às Terras de Celanova, ao concello de Padrenda, na província de Ourense.

O acesso, da parte portuguesa, faz-se pela estrada que vai de São Gregório, na freguesia de Cristóval até Castro Laboreiro, já no Parque Nacional da Peneda-Gerês. A subida faz-se entre pequenas aldeias e uma densa vegetação com uma floresta típica da região atlântica, baseada no carvalho e o castanheiro, misturado tudo com lameiros para pastagens de gado, designadamente vacum.

Ambas as aldeias apresentam o mesmo feitio: casas de pedra granítica bem preparadas para resistir a chuva, o vento e os longos e frios Invernos e um regresso ao mundo rural profundo: a boiada a pastar, carros de bois cheios de palha, velhas vestidas todas de preto com lenço na cabeça, flashes de uma vida que não se sabe bem o quanto conseguirá resistir neste mundo da globalização e da modernidade. Será compatível a Internet com este modo de vida? Até pode parecer contraditório, mas acreditem que eu acho... Modernidade e tradição não têm por quê estar renhidas. De resto, para além do tradicional marco fronteiriço, nada indica que mudamos de um país para outro. Talvez, apenas a igreja matriz de Alcobaça nos indique que estamos ainda em Portugal, visto que as igrejas galegas rumaram para um estilo diferente no século XVIII, copiando o modelo da fachada do Obradoiro de Santiago.

Sem dúvida, um passeio que resulta ideal para quem procura curiosidades enquanto se desloca até a bela localidade de Castro Laboreiro, da qual teremos o prazer de falar mais adiante, enquanto contemplamos as belas vistas sobre o vale do Trancoso, o vale do Minho, a Serra do Laboreiro e, em geral, da parte sul da Galiza.


Foto 1. Limite fronteiriço visto da parte galega.
Foto 2. Marco fronteiriço situado na parte galega.
Foto 3. Ponte fronteiriça vista da parte galega e marco fronteiriço na parte portuguesa.
Foto 4. Ribeiro do Trancoso, limite entre ambos os estados.
Foto 5. Igreja Matriz de Alcobaça e coreto vistos do limite fronteiriço.
Foto 6. Alcobaça vista da Azoreira.
Foto 7. Vista geral da Azoreira.
Foto 8. Vista geral do vale do Trancoso com indicação do limite fronteiriço.


Ver Fronteira Alcobaça/Azoreira num mapa maior

Mapa 1. Mapa de situação.

domingo, 8 de novembro de 2009

Curiosidades fronteiriças: Miradouro do Cervo (V. N. de Cerveira).

Primeiro de tudo, quero dar as boas-vindas aos meus novos seguidores: Teresa Vargas e Pilland. Espero que continuem a gostar do blogue com o mesmo interesse que lhes levou a assinarem como seguidores e que este blogue continue a satisfazer as suas expectativas.

Relativamente ao tema de hoje quero oferecer aos meus leitores umas belas vistas do vale do Minho tomadas do Miradouro do Cervo, na freguesia de Lovelhe (c. de Vila Nova de Cerveira), na Serra da Gávea. Para mim, que costumo frequentar a região, foi uma bela experiência. As fotografias foram tomadas no último fim-de-semana de Agosto aquando da celebração da Feira Medieval na vila. Imaginem uma tarde de verão não excessivamente quente mas muito agradável, perto do pôr-do-sol, sem ruídos, sem gente, em comunhão com a Natureza, a desfrutar de umas belas vistas que se justificam por si só... Sim, isto tudo é poesia. Mas não são as viagens um pouco de poesia para nós? Poder descontrair, usufruir dessas pequenas coisas que fazem da vida algo que realmente vale a pena: um almoço ou jantar com uns amigos num lugar aconchegante, sentir o cheiro do mar, uma suave brisa quente do verão a passar pelas nossas maçãs do rosto... Hoje quero compartilhar uma experiência sensorial que é admirar a espantosa paisagem do vale do Minho numa tarde de Agosto.

Aconselho a todo o mundo visitar este Miradouro ao que chegamos em apenas cinco minutos de Vila Nova de Cerveira. Apesar de estar situado a apenas 300 m. de altitude, a paisagem surpreende pela sua espectacularidade e beleza. As fotografias falam por si só, pelo que é escusado adicionar mais palavras a esta mensagem. Façam um exercício de imaginação e submerjam-se no ambiente!

Foto 1. Miradouro do Cervo. Escultura do Cervo.
Foto 2. Vale do Minho ao sopé das Serras da Arga e de Góis com vistas para a freguesia de Gondarém e Ilha da Boega no Minho.
Foto 3. Vista do Rio Minho com V. N. de Cerveira em primeiro plano, a Ilha da Boega, a foz do Minho entre Caminha e Camposancos e monte de Santa Trega na Guarda (Galiza).
Foto 4. Pôr-do-sol com a Serra do Lousado (Galiza) ao fundo.
Foto 5. Ponte da Amizade (V. N. de Cerveira/Goián).
Foto 6. Vistas da freguesia de Lovelhe e o concelho de Tominho (Galiza).
Foto 7. Vistas para a freguesia de Reboreda e o concelho de Tominho (Galiza).
Foto 8. Vale do Minho em Reboreda.
Foto 9. Vistas para as freguesias de Campos, Vila Meã e o Monte Aloia (Galiza).
Foto 10. Vistas do Vale do Minho para a freguesia de S. Pedro da Torre (c. de Valença) e as localidades de Valença e Tui.





Ver Miradouro do Cervo num mapa maior

Mapa 1. Mapa de situação.

sábado, 10 de outubro de 2009

Fronteiras: Peso/Arbo

No vale do Minho, no meio das encostas dos campos dedicados ao cultivo da vinha, designadamente a casta «Alvarinho» (Albariño na Galiza e em galego), eis aqui uma ponte sobre o Minho, relativamente recente, que liga as localidades de Peso, no concelho de Melgaço, e de Arbo, na Galiza, na região da Paradanta, na província galega de Pontevedra.

Esta fronteira é a melhor opção para quem desejar visitar Melgaço, esta parte do vale do Minho e o Parque Nacional da Peneda Gerês, sendo que é a melhor via para chegar até Castro Laboreiro. Do lado da Galiza, é uma boa escolha para alcançar a A-52 ou auto-estrada das Rias Baixas perto da Cañiza para poder visitar as termas de Mondariz ou o burgo medieval de Ribadavia, sem esquecermo-nos da proximidade de Ourense e Vigo.

O Minho desce nestes lados entre rochas e penedos, sem ainda atingir o grau de navegabilidade que podemos ver já na vizinha Monção/Salvaterra do Minho ou ainda em Valença/Tui. Águas óptimas para tomar banho, como o demonstra o parque de lazer de Arbo que reflectem as fotografias, para além de serem águas onde a lampreia é o peixe rei, enchendo as panelas quentes das cozinhas minhotas (de ambos os lados do Minho) quando é a época.

Mas é a vinha e o vinho o que distingue esta região, com a marca Alvarinho, que em Portugal, fica incluída na Sub-região de Monção da Região dos Vinhos Verdes, se bem nada tem a ver um vinho verde qualquer (sem desprezá-los), com o sublime aroma e tacto de um Alvarinho. Apesar da casta «Alvarinho» ser idêntica em Portugal e na Galiza, há diferenças. Os vinhos da região do Grove ou Cambados, por exemplo, resultam mais azedos ao paladar, enquanto os vinhos d'O Rosal (a frente de Lanhelas e Seixas, c. de Caminha), já perdem parte desse azedume e já os alvarinhos de Monção e Melgaço não resultam azedos nem por isso. Talvez seja questão do clima, que é menos chuvoso e mais quente nesta região, nomeadamente no verão, o que faz que a uva amadureça mais rápido, atingindo um ponto de açúcar maior.

Daí que a paisagem destas terras, seja aquém ou além-Minho, seja muito semelhante, com domínio dos socalcos, casas em pedra de granito e espigueiros. E para usufruir da gastronomia da região, nada melhor do que se deliciar com um bom caldo verde e um bacalhau à Boavista, na Albergaria Boavista, simpático hotel e restaurante familiar com piscina situado na aldeia de Peso e de muito fácil localização, já que somente é preciso apanhar uma das saídas da rotunda a seguir à ponte fronteiriça, na EN202. De preferência com um bom «Alvarinho» da aldeia. Ou se se preferir uma refeição mais requintada, com vistas para o Minho, o restaurante «Panorama», em Melgaço, é uma óptima escolha, antes ou depois de ter passado pelo Solar do Alvarinho a fazer turismo enológico, com provas de vinho incluídas.

E se o almoço nos deixar ainda com forças, nada melhor que dar um pulinho até Castro Laboreiro e as outras aldeias serranas da Serra do Leboreiro, antes de chegarmos ao vale do Lima, quer até Entrimo, na Galiza, quer até Arcos de Valdevez ou Ponte da Barca depois de termos visitado o Santuário da Peneda e os espigueiros do Soajo.

Foto 1. Ponte sobre o Minho. Vista geral com Portugal ao outro lado do rio.
Foto 2. Rio Minho visto do Parque de lazer de Arbo. Outra vista da ponte.
Foto 3. Vale do Minho visto da parte galega.
Foto 4. Fronteira portuguesa.
Foto 5. Praia fluvial de Arbo.
Foto 6. Encostas de vinho de Albariño em Arbo. Casas e espigueiros.
Foto 7. Estrada da fronteira antes da sua entrada em Portugal.
Foto 8. Vista geral de Peso com a Serra da Peneda e do Laboreiro ao fundo.



Ver Fronteira Peso/Arbo num mapa maior

Mapa 1. Mapa de situação.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Ameijoeira/Entrimo

Talvez por nostalgia, talvez porque sinto algo mágico com o Norte de Portugal, mas Setembro sempre me deixa uma profunda saudade do Norte. Talvez esse tempo fresco, anunciando os frios do outono que são convidativos de ficar em casa e deliciarmo-nos com um caldo verde quente ou uma feijoada após um passeiozinho pela floresta, no meio de castanheiros e carvalhos, sentindo a humidade da chuva e do verde, as folhas amarelas no chão..., talvez sejam essas coisas as que me façam ter essa grande saudade do Norte na sua ampla expressão.

E como estamos a falar em fronteiras, nada melhor do que apresentar-vos uma das menos conhecidas e isoladas e, pode ser que por isso, mais mágicas e ancestrais. A fronteira da Ameijoeira não deixa de ser uma pequena estradinha para trânsito local. Quem vem de Lindoso e queira ir para o vale do Minho pode-se deslocar até Ponte da Barca e daí a Ponte de Lima e apanhar logo a A-3. Ou ir até Arcos de Valdevez e seguir logo até Monção. Mas também pode fazer outro percurso menos conhecido: segue até à fronteira da Madalena, entra na Galiza e logo, em Aceredo Novo vira à esquerda para passar a ponte sobre a barragem (encoro, em galego) do Alto Lindoso. Daí chega até A Terrachá, a capital do concelho de Entrimo, e por uma estrada serpenteante, vai subindo aos poucos até chegar à Ameijoeira (ou A Meixueira, em galego) como quem entra en qualquer povoação. A fronteira está situada mesmo quase na primeira (ou última, segundo o ponto de vista) casa. Não podem faltar, é claro, algumas pintadas de alguns nacionalistas galegos a dizer: Galiza nom é Espanha!, usando uma grafia denominada integracionista, que visa unificar a escrita da língua galega segundo os padrões da nossa língua portuguesa, já que o galego é encarado como um subsistema dentro do sistema galaico-português. E realmente as diferenças não são assim tantas como nos querem fazer ver, mesmo com as fronteiras mais ou menos definidas desde os inícios da Nacionalidade. Mas como este blogue é alheio a toda polémica política, falaremos sobre essa jóia que é Ameijoeira.

Ameijoeira é uma simpática aldeola que faz parte do concelho de Melgaço e depende da freguesia de Castro Laboreiro. Está, portanto, incluída no Parque Nacional da Peneda-Gerês. É uma aldeia serrana onde o casario é, fundamentalmente, de pedra, o que se compreende, visto estarmos numa zona relativamente elevada e de abundante pluviosidade. O granito é a pedra dominante, como aliás na Galiza e o resto da região. É uma aldeia onde poderemos entrar em contacto com a Natureza no seu estado mais puro, mas, precisamente por isso, onde não encontraremos nenhum serviço, nem mesmo os básicos, sendo obrigatórias as deslocações até Castro Laboreiro. Mas não é o que pretendemos...? Paz, sossego, ar puro?

Os costumes ancestrais ainda persistem em parte nesta região. Uma amostra disso é a existência, ainda, do forno do povo, uma construção primitiva em lajes e blocos de pedra de forma cónica, onde se cozia o pão. O entorno é caracterizado pela sua cor verdejante, entre montanhas, particularmente intensa em alguns dias de sol. A Serra da Peneda, sobre a qual Ameijoeira fica numa encosta, está sempre presente.

Depois do passeio, já com fome, talvez queira se deliciar com um caldo de farinha, ou uns grelos com rojões. Se preferir o peixe, como o Minho fica mesmo ao lado, umas trutas abafadas ou uma lampreia, se calha mesmo na primavera. Ainda poderá sentir o cheiro a lenha queimada que sai pelas chaminés enquanto lhe é preparada uma mesa com doses generosas... regadas com o inesquecível Alvarinho da região.

E como não podemos deixar que apareçam os "pneus" na barriguinha, nada melhor que dar um passeio pelas aldeias vizinhas, isso sim, sempre em contacto com a Natureza.

Foto 1. Posto fronteiriço da Ameijoeira visto do lado da Galiza.

Foto 2. Forno comunitário do povo.
Foto 3. Casas típicas da Ameijoeira.
Foto 4. Estrada N202-3 com a Galiza ao fundo.

sábado, 14 de junho de 2008

Alto Minho: Posto fronteiriço da Madalena

No vale do Lima, no meio de socalcos e montanhas íngremes que fazem parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês, após passar aldeias como Entre-ambos-os-Rios, Britelo ou Cidadelhe, chega-se à aldeia do Lindoso, uma aldeia fronteiriça famosa pelo seu castelo e os espigueiros (destes últimos falarei em outra ocasião). A vida nestas zonas pertencentes ao concelho de Ponte da Barca parece que a vida moderna não faz qualquer sentido. Já na Galiza a situação não muda muito. A ligação fronteiriça destas terras faz-se pelo posto fronteiriço da Madalena, que permite a passagem entre ambos os dois países. Do lado do Lindoso podemos ver as encostas formadas ao redor do rio Lima, onde acaba a barragem do Alto Lindoso, uma barragem que se estende na sua maior parte por terras galegas.

A barragem do Alto Lindoso (encoro em galego) fez com que algumas aldeias ficassem submersas sob as águas da barragem como Aceredo, sendo que tiveram de serem construídas em outra localização como o designado caso de Aceredo Novo. Apesar disso, a barragem forma uma bela paisagem entre terras galegas e portuguesas. Estas terras fazem parte da comarca do Baixo Limia e parecem mesmo um entalhe em terras portuguesas, já que ficam por perto outras fronteiras que ligam os concellos de Lobios e Entrimo ao Castro Laboreiro e à Portela do Homem.
São, sem dúvida, umas terras que vale a pena visitar para entrar em contacto com a Natureza e fazer uma viagem a um passado não tão longínquo. Razões há muitas. Só tem de encontrar a sua.
Foto 1. Posto fronteiriço da Madalena da parte de Portugal.
Foto 2. Posto fronteiriço da Madalena da parte da Galiza.Foto 3. Castelo de Lindoso.
Foto 4. Barragem do Alto Lindoso visto da ponte que liga Aceredo Novo (Lobios, Galiza) com A Terrachá (Entrimo, Galiza).