terça-feira, 16 de junho de 2009

Fronteiras: Retiro (Campo Maior)/Badajoz

Situada perto da cidade de Badajoz, a fronteira do Retiro é uma das mais frequentadas do Alentejo, para além da fronteira do Caia. O acesso desde Espanha pode-se fazer desde a própria cidade de Badajoz, designadamente a zona industrial «El Nevero» e o bairro de «Los Colorines», conhecido bairro degradado que apresenta multiplicidade de cores nos prédios que o conformam. Para quem usa a auto-estrada A 5, pode apanhar a saída 403 e virar à direita pela BA 020. Desde Campo Maior é possível fazê-lo desde a N 371, muito degradada neste troço e que aguarda uma completa renovação que, pelos vistos, parece que está a caminho.

A fronteira está formada pelas alfândegas portuguesa e espanhola, ambas as duas, em estado de absoluta degradação, para além das casas que formavam o Posto Fiscal do Retiro, também abandonadas. O trânsito é muito intenso na zona, já que em 2004 a intensidade média diária ultrapassava com muito as 2 000 viaturas, número que, com certeza, terá aumentado significativamente estes anos, uma vez que se verifica uma intensificação das relações transfronteiriças. É de salientar ainda o facto de existir, nas proximidades, uma das fábricas da conhecida marca de café Delta, para além da que fica na Herdade das Argamassas, já na estrada que vai para Arronches e Portalegre.

Não queremos deixar de aproveitar a ocasião para protestar por uma situação que consideramos não é admissível como é o facto de o troço português ainda não ter sido arranjado. Embora não acreditemos que estas palavras sejam lidas pelos responsáveis aos que compete a titularidade desta estrada, é vergonhoso que não exista uma circular a Campo Maior e que os camiões tenham de continuar o seu percurso até Elvas para irem a Espanha só porque o trânsito está interdito nesta estrada pelo seu pavimento degradado, o que significa fazer mais 14 km. de forma absolutamente desnecessária.

O valor desta fronteira é, sobretudo, paisagístico. Há uma bela vista da planície do triângulo formado pelas localidades de Elvas, Badajoz e Campo Maior, uma planície de searas, girassóis, oliveira, pomares, e canais de rega e que se vai converter, em poucos anos, num centro neurálgico de comunicações, enquanto nó do futuro TGV da linha Lisboa-Madrid com a estação Elvas-Badajoz, de passageiros e mercadorias e a plataforma logística transfronteiriça do Caia.

E para demonstrar isto tudo, deixamos aos nossos leitores mais uma amostra fotográfica daquilo que acabamos de relatar.

Foto 1. Fronteira do Retiro. Alfândega portuguesa.
Foto 2. Fronteira do Retiro. Alfândega espanhola.
Foto 3. Marco fronteiriço situado à direita vindo de Campo Maior.
Foto 4. Marco fronteiriço situado à direita vindo de Badajoz. A risca nos campos marca a fronteira, situando-se Portugal à esquerda e Espanha à direita.
Foto 5. Estrada BA 020 com Badajoz à vista.
Foto 6. Marco fronteiriço com vistas para os campos espanhóis vizinhos.
Foto 7. Caminhos raianos. A fronteira passa pela berma inexistente à esquerda do caminho.
Foto 8. Terras espanholas vistas do caminho português.
Foto 9. Decadências alentejanas. Casas do Posto Fiscal do Retiro em ruínas.
Foto 10. Searas da Raia.
Foto 11. Cidade de Elvas vista do Retiro. Vejam-se os baluartes.


Ver Fronteira do Retiro-I num mapa maior

Mapa 1. Mapa de situação.


Ver Fronteira do Retiro-II num mapa maior

Mapa 2. Mapa pormenorizado da fronteira. Cada indicador corresponde a uma fotografia. Carregue para ver.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Espaços fronteiriços: Grande Lago-Alqueva-II

Segunda parte...

Foto 1. Grande Lago visto de Monsaraz com as terras de Cheles e Villanueva del Fresno ao fundo.
Foto 2. Barragem de Alqueva vista de Monsaraz.
Foto 3. Barragem vista entre baluartes.
Foto 4. Terras de xisto no Grande Lago.
Foto 5. Estrada alagada pela barragem.
Foto 6. Ancoradouro de Monsaraz.
Foto 7. Pôr do sol no Grande Lago (Monsaraz).
Foto 8. Vista do Grande Lago na ponte da N 256 (Reguengos-Mourão), vista Norte.
Foto 9. Monsaraz visto da ponte.
Foto 10. Grande Lago. Vista Sul da ponte da N 256.
Foto 11. Nova Aldeia da Luz.
Foto 12. Albufeira vista do Museu da Luz.
Foto 13. Zona onde ficou submersa a velha aldeia da Luz.
Foto 14. Pôr do sol no Grande Lago com essas intensas cores do Alentejo.
Foto 15. Embarcadouro da Aldeia da Luz.


Ver Alqueva-III num mapa maior

Mapa 1. Mapa de situação das fotografias 1 a 10.


Ver Alqueva-IV num mapa maior

Mapa 2. Mapa de situação das fotografias 11 a 15.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Espaços fronteiriços: Grande Lago-Alqueva-III

Terceira e última parte...

Foto 1. Miradouro do Monte. Albufeira de Alqueva na confluência do rio Degebe.
Foto 2. Vista geral de Amieira (c. de Portel).
Foto 3. Confluência do Degebe no Guadiana. Vista da planície e Serra da Adiça ao fundo.
Foto 4. Amieira (outra vista).
Foto 5. Vista geral de Amieira Marina.
Foto 6. Albufeira de Alqueva na Amieira Marina.
Foto 7. Albufeira vista da Amieira Marina.
Foto 8. Embarcadouro da Amieira Marina.
Foto 9. Reflexos no Grande Lago (Amieira Marina).
Foto 10. Confluência da Ribeira de Alcarrache no Guadiana.
Foto 11. Entre Estrela e Luz... (não é uma piada!!!).
Foto 12. Grande Lago na foz da Ribeira de Alcarrache.
Foto 13. Barragem de Alqueva. Vista entre nuvens.
Foto 14. Pôr do sol na Barragem (visto do coroamento).
Foto 15. Grande Lago visto da barragem (Nordeste).
Foto 16. Grande Lago visto da barragem (Norte).
Foto 17. Embarcadouro de Monte Novo do Ratinho.

Foto 18. Comporta da barragem.
Foto 19. Barragem de Alqueva. Coroamento.
Foto 20. Rio Guadiana após a barragem de Alqueva.
Foto 21. Moura vista da Barragem de Alqueva.



Ver Alqueva-V num mapa maior

Mapa 1. Mapa de situação das fotografias 1 a 9.


Ver Alqueva-VI num mapa maior

Mapa 2. Mapa de situação das fotografias 10 a 12.


Ver Alqueva-VII num mapa maior

Mapa 3. Mapa de situação das fotografias 13 a 21.

Espaços fronteiriços: Grande Lago-Alqueva-I

Uma das grandes obras de engenharia da Europa foi a construção da barragem de Alqueva, que recebe esse nome da freguesia homónima do concelho de Portel, no Alentejo Central. A própria barragem encontra-se entre esta região e a do Baixo Alentejo, designadamente das terras de Moura. Foi uma obra muito polémica, cujo projecto iniciou-se em 1975, após o 25 de Abril, num intento de relançar a agricultura do Alentejo, mas sofreu várias interrupções até que os trabalhos foram reiniciados definitivamente em 1998, sendo que as comportas foram fechadas em 2002.

O enchimento da albufeira de Alqueva deu lugar à formação do chamado Grande Lago, que abrange os concelhos de Moura, Portel, Reguengos de Monsaraz, Mourão, Alandroal, Olivença, Cheles e Villanueva del Fresno. É, portanto, uma albufeira internacional, com uma parte espanhola e um comprimento de cerca de 100 km. Uma das actuações mais polémicas teve lugar com a construção da nova Aldeia da Luz, já que a velha Luz ficou submersa sobre as águas da barragem uma vez que ultrapassou a cota 143, sendo a cota máxima do coroamento da barragem de 154 m. Obviamente a albufeira está exposta a oscilações, mas normalmente fica entre a cota 148 e 150.

Isto faz de Alqueva o lago artificial mais extenso da Europa e uma óptima escolha para quem desejar praticar desportos náuticos. Há muitos lugares de interesse na região e vários empreendimentos turísticos que experimentarão um impulso notável com a inauguração ainda neste ano, do novo aeroporto de Beja que, pelos vistos, irá especializar-se em voos low cost, visando atrair clientes europeus que queiram ter uma segunda residência na região ou fazer uma simples viagem de fim-de-semana, para além de descongestionar os aeroportos de Lisboa e de Faro.

Seguem-se já uma selecção de fotografias da região. Como a lista é extensa, optei por reparti-las em três posts para facilitar a sua contemplação a pensar, bem naqueles que são da região e já conhecem, bem naqueles que não conhecem mas que gostariam de conhecer ou que podem tirar mais uma ideia para umas férias diferentes.

Passem e vejam!


Foto 1. Início do Grande Lago. O Guadiana entre Juromenha e Vila Real (Villarreal) de Olivença.
Foto 2. O Guadiana em Juromenha com as Terras de Olivença, além-Guadiana.
Foto 3. Noitinha no Guadiana. Juromenha vista do embarcadouro de Vila Real (Villarreal) de Olivença.
Foto 4. Cauda do Grande Lago em Juromenha (vista Sul).
Foto 5. Albufeira de Alqueva perto do Rosário (c. Alandroal) com a Serra da Lor (Olivença) ao fundo.
Foto 6. Albufeira de Alqueva vista perto do Rosário com as Terras de Olivença e do município de Cheles (Espanha) do outro lado do Guadiana.
Foto 7. Barragem de Alqueva no Rosário (Ribeira de Lucefecit).
Foto 8. Albufeira de Alqueva no Rosário (c. Alandroal). Vista geral.
Foto 9. Ribeira de Lucefecit no Rosário e terras espanholas de Cheles ao fundo.
Foto 10. Azenhas d'El Rei perto de Montejuntos e terras de Cheles (Espanha) do outro lado).
Foto 11. Azenhas d'El Rei. Outra vista.
Foto 12. Azenhas d'El Rei com as terras espanholas de Cheles ao fundo.
Mapa 1. Mapa geral de situação. Clique para ver num tamanho maior.



Ver Alqueva-I num mapa maior

Mapa 2. Mapa de situação das fotografias 1 a 4 (A orientação é sempre Norte-Sul).


Ver Alqueva-II num mapa maior

Mapa 3. Mapa de situação das fotografias 5 a 12.