sexta-feira, 25 de março de 2011

Fronteiras: Dois pontos fronteiriços na Ribeira do Trancoso (I)

Primeiro de tudo, sei que tive este tempo todo abandonado o blogue. Peço desculpa aos meus ávidos leitores. É devido a que, finalmente, vou ler a minha tese de doutoramento e, obviamente, estive muito ocupado em pormenores que deviam ser solucionados. Em segundo lugar, quero anunciar também que pretendo, brevemente, mudar a estética do blogue, e convidar às pessoas que quiserem, para aderir a um perfil específico para este blogue no Twitter e no Facebook. A ideia é fazer das redes sociais mais um instrumento de publicidade do blogue e acrescentar notícias, artigos de opinião, reportagens, etc., que pela sua natureza não têm cabida aqui, mas são interessantes do ponto de vista das relações transfronteiriças. Em terceiro lugar, quero dar os parabéns às mais de 40 000 visitas que este blogue já teve, o que é todo um sucesso, tendo em conta que não é um blogue popular, mas restrito a uma minoria interessada nestas coisas. Finalmente, quero dar as boas-vindas ao nosso amigo número 32 JC, ao qual espero continue a gostar do blogue e que este continue a ser tudo aquilo que o levou a isso.

Já agora, entramos em matéria. Há tempo falei sobre a fronteira muito pouco conhecida, no concelho de Melgaço, entre Alcobaça e Azoreira. Hoje vou falar de mais uma fronteira ainda menos conhecida, um bocadinho mais para baixo, no vale do Trancoso, rio ou ribeira que faz fronteira entre Portugal e a Galiza. Realmente encontramos mais dois pontos de passagem dos quais comentaremos um.

Na freguesia de Fiães, sede do famoso mosteiro medieval de Santa Maria de Fiães, que teve propriedades na parte portuguesa e na parte galega do vale, situa-se a aldeia de Á-da-Velha e na paróquia galega de Padrenda encontramos a aldeia de Cela de Abaixo. O Trancoso separa ambas as duas aldeias no que é um vale pacato cheio de pastagens, espigueiros e campos de milho, para além de casas em granito sem quase diferenças perceptíveis entre as do lado galego e as do lado minhoto.

A despovoação fez que, infelizmente, muitas casas estejam fechadas ou mesmo abandonadas, devotadas à lenta agonia de uma desaparição certa. A agricultura e a pecuária continuam a ser as actividades económicas essenciais pelo que não há muitas possibilidades de desenvolvimento, mais ainda se tivermos em conta que estas aldeias ficam longe da sede de concelho ou do desenvolvimento turístico de localidades como Castro Laboreiro, ligadas ao Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Para quem goste de explorar lugares pouco conhecidos, um passeio por estes locais pode ser uma óptima ideia para descontrair e passar uma tarde ou um dia de manhã ensolarada e desfrutar da paisagem ao mesmo tempo que fazemos exercício e ficamos em forma. Isto tem a vantagem de ficar perto de Castro Laboreiro, pelo que depois podemos almoçar, por exemplo, no Hotel Castrum Villae, onde poderemos deliciar-nos com o sabor da cozinha alto-minhota. Da vez que fiz isto, almocei um polvo à lagareiro espantoso, regado com um bom vinho de Alvarinho da Sub-Região de Monção, na qual o destaque vai para alguns vinhos do concelho de Melgaço. Uma boa sobremesa e um café é tudo o que se precisa para acabar. Se for no Verão, teremos ainda oportunidade de percorrer as ruazinhas de Castro Laboreiro e baixar a comida!

Foto 1. Vista das casas de Á-da-Velha e dos seus espigueiros e a aldeia galega de Pousafoles ao fundo.
Foto 2. Igreja de Á-da-Velha.
Foto 3. Espigueiros e vista da aldeia da Cela de Abaixo.
Foto 4. Ponte da fronteira visto do lado de Portugal.
Foto 5. Ponte da fronteira visto do lado da Galiza.
Foto 6. No meio da ponte e ano de construção e/ou inauguração (10 de Novembro de 2001).
Foto 7. Marco fronteiriço.
Foto 8. Rio Trancoso (esquerda, Galiza; direita, Portugal).
Foto 9. Campos de lavoura e casas da Cela de Abaixo.


Ver Fronteira Á-da-Velha/Lapela num mapa maior
Mapa 1. Mapa de situação.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Fronteiras: S. Pedro de Rio Seco/La Alameda de Gardón

Um exemplo dos bons resultados dos fundos europeus (nem tudo tem de ser mau!) é a multiplicação de novas ligações transfronteiriças. É o caso da fronteira entre São Pedro de Rio Seco, no concelho de Almeida, na Beira Interior, com a aldeia de La Alameda de Gardón, na província de Salamanca.

A ligação fronteiriça é muito recente (2008) se bem não tem sido até finais de 2009 que a estrada ficou já pronta com toda a sinalética. A ligação não é directa, mas sim por intermédio da estrada SA-470, que liga Aldea del Obispo com Fuentes de Oñoro/Vilar Formoso. Daí, a estrada local que vai até La Alameda de Gardón, fica umas centenas de metros mais além. Refira-se o facto de esta estrada SA-470 ser praticamente paralela à linha fronteiriça, sendo que nalguns pontos os marcos fronteiriços estão situados quase na berma da estrada conforme já foi dito noutro 'post' anterior. De facto, a fronteira fica a menos de dez metros do entroncamento da estrada portuguesa com a espanhola, como se pode ver nas fotografias que seguem.

As duas aldeias são um bom exemplo de aldeias raianas com as suas particularidades próprias dependendo do lado da Raia em que fiquem. A aldeia de São Pedro de Rio Seco fazia parte do território de Riba Côa, a pertencer ao reino de Leão antes do Tratado de Alcanices de 1297 e pertenceu ainda à diocese de Ciudad Rodrigo. Mais informações podem ser tiradas do site da freguesia. Relativamente à La Alameda de Gardón, referir apenas o facto de ser uma aldeia com metade da população de S. Pedro. De resto, ambas as duas aldeias fazem parte da peneplanície envolvente, que não conhece fronteiras, rota apenas por rios e ribeiras como a ribeira de Tourões, afluente do rio Águeda, que desagua em Barca d'Alva. A pecuária é a actividade mais importante, para além dos serviços. A emigração tem sido a saída de muitos dos seus moradores à procura de uma vida melhor. Do ponto de vista etnográfico, resultam interessantes as casas em pedra tipicamente beirãs, em granito, de S. Pedro de Rio Seco, que está muito melhor condicionada do que La Alameda de Gardón. Parece que as aldeias raianas de Salamanca estivessem votadas ao abandono...

Foto 1. Fronteira portuguesa vista do lado de Espanha.
Foto 2. Fronteira espanhola vista do lado de Portugal.
Foto 3. Marco fronteiriço.
Foto 4. Ponte sobre a ribeira de Tourões, a menos de duzentos metros da fronteira.
Foto 5. Ribeira de Tourões completamente seca, no Verão.
Foto 6. Caminho de S. Pedro de Rio Seco.


Ver Fronteiras: S. Pedro de Rio Seco/La Alameda de Gardón num mapa maior

Mapa 1. Mapa de situação. Refira-se o facto de não aparecer a nova estrada no mapa a causa da sua construção ter sido muito recente.

P.S. Dou as boas-vindas a Ricardo Nabais por ter sido o amigo do blogue número 31. Confio em que os motivos que o têm motivado continuem vigentes por muito tempo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Fronteiras: Mairos/Vilarello

No concelho de Chaves, no vale do Tâmega existe uma série de fronteiras pouco conhecidas que ligam as povoações raianas flavienses às suas vizinhas galegas. Uma destas fronteiras é a existente entre Mairos e Vilarello (ou Vilarelho).

Mairos é uma aldeia raiana que dá nome à serra que delimita a fronteira e onde hoje encontramos um parque eólico. É a típica aldeia transmontana, do vale do Tâmega, onde se misturam os traços do casario tradicional com as novas construções dos emigrantes que foram para a França. Vilarello, situado no concelho galego de Vilardevós, apresenta uma situação mais ou menos parecida, embora a emigração galega nesta região tenha sido mais para a Suíça ou a Alemanha. Ambas as duas aldeias compartilham alguns traços comuns como é a forma de cultivo da terra, baseada no centeio e a policultura de batata, couve (nomeadamente a couve galega e couve grelo) e outras hortaliças.

A ligação faz-se por uma estrada que, partindo de Vilarello, inicia uma subida constante, com alguma perigosa, até chegar ao ponto fronteiriço onde a estrada é já plana e depois desce suavemente para um largo planalto onde está situada a aldeia de Mairos e outras vizinhas, antes de iniciar a sua descida, em encostas, para o vale do Tâmega.

O destaque, neste caso, vai para as questões etnográficas e do património, que sempre resultam interessantes nestes casos, para além das belas paisagens que oferecem estes lugares. Sem dúvida, um lugar onde poder perder-se, calmamente, sem renunciar, no entanto, à «civilização» que encontramos nas cidades de Chaves ou Verín.

Foto. 1 Limite fronteiriço conforme visto na mudança de piso.
Foto 2. Lado português da fronteira visto da Galiza.
Foto 3. Lado galego da fronteira visto do lado de Portugal.
Foto 4. Parque eólico na serra de Mairos.
Foto 5. Vale do Tâmega visto do limite fronteiriço
Foto 6. Vista geral de Mairos e do planalto.
Foto 7. Mairos vista da igreja matriz.
Foto 8. Igreja matriz de Mairos.
Foto 9. Vale do Tâmega visto da descida para Vilarello.
Foto 10. Vista geral de Vilarello.
Foto 11. Outra vista de Vilarello e os seus campos de lavoura.


Ver Fronteira Mairos/Vilarello num mapa maior
Mapa 1. Mapa de situação.

P.S. Dou as boas-vindas aos novos seguidores do blogue, Reis Quarteu, Miguel Elói e João. Espero que este blogue continue a oferecer aquilo que os motivou a segui-lo.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Fronteiras: Guadramil/Riomanzanas

Em exclusivo para os leitores deste blogue, umas fotografias acabadinhas de fazer, da «nova» fronteira entre Guadramil y Riomanzanas.

Entre esta aldeia transmontana, hoje pertencente à freguesia de Rio de Onor, onde também se mantinham, embora com menos vigor, traços de vida comunitária, e a vizinha aldeia de Riomanzanas, na região de Aliste, na província de Zamora, não havia mais do que quatro quilómetros entre ambas as duas. Por isso, as relações sempre foram bastante intensas, pelo menos antigamente, antes do despovoamento generalizado com a emigração a partir da década de sessenta.

Essa realidade foi reconhecida pelo facto de existir hoje uma estrada, novinha em folha, pelo menos por parte portuguesa, até ao limite fronteiriço, visto que para já, a parte espanhola continua a ser um caminho de terra batida, se bem é provável que brevemente isso venha a mudar, dado que normalmente este tipo de actuações costumam ser acordos transfronteiriços.

Temos de celebrar, pois, mais uma estrada de ligação que permite fazer o percurso Guadramil-Riomanzanas em apenas 4 km. em vez de termos de apanhar o desvio até à Petisqueira, passar a «ponte» sobre o rio Maçãs e depois apanhar a estrada para esta referida aldeia perto de Villarino de Manzanas, num total de cerca de 20 km.

Espero que em breve possa falar da estrada espanhola como sendo finalizada, bem como da nova ponte que está a ser construída na Petisqueira, a substituir uma «ponte» que não é tal, e que fica alagada quando há cheias no rio Maçãs.

Finalmente, presenteio-vos com uma fotografia que tomei perto de Rio de Onor, ainda em terras de Sanábria, na estrada entre Puebla de Sanábria y Rio de Onor. Entre essa fotografia e as fotografias da fronteira há apenas uns minutos de diferença, mas a sua beleza ímpar, vale a pena.

Foto 1. Limite e marco fronteiriço visto do lado de Portugal.
Foto 2. Vista do marco fronteiriço e das terras de Aliste, incluindo um afluente do rio Maçãs.
Foto 3. Território português visto do limite fronteiriço.
Foto 4. Limite fronteiriço visto do lado de Espanha.
Foto 5. Neve perto de Rio de Onor.



Ver Fronteira Guadramil/Riomanzanas num mapa maior
Mapa 1. Mapa de situação.

P.S. Dou as boas-vindas ao Marcos Monteiro por ter sido o nosso vigésimo sexto seguidor do blogue. Espero que por muito tempo!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Tourém: Uma aldeia raiana do Barroso

Embora com data de Dezembro de 2010, por ter deixado este 'post' meio feito antes de ser publicado, é somente neste mês de Janeiro que aparece. Aproveito a ocasião para renovar os meus votos para um óptimo ano de 2011 para todos os meus leitores, como vem sendo tradicional.

Já agora, passamos ao assunto. Este 'post' é o ponto final de uma série deles dedicados à aldeia de Tourém. Talvez a melhor recomendação para saber mais sobre esta localidade seja o magnífico estudo, hoje esgotado, de Paula Bordalo Lema intitulado Tourém: Uma aldeia raiana do Barroso, que data de 1978 e que pode encontrar-se na biblioteca do concelho, em Montalegre. Muitos anos se passaram desde aquela data mas, apesar da evolução geral do país e do mundo, é possível ainda encontrar traços daquela vida onde persistiam aspectos de vida comunitária.

A aldeia resulta interessante por não ter sofrido muitas transformações urbanísticas, o que se agradece, especialmente essas casas de emigrantes cuja estética completamente fora de contexto contribui para uma descaracterização de conjuntos etnográficos de primeira ordem. As casas são feitas em pedra de granito, material predominante na região, bem como na vizinha Galiza, da qual não apresenta muitas diferenças relativamente ao estilo de construção, se bem que há características que fazem de Tourém, apesar da sua posição geográfica excêntrica, uma aldeia completamente portuguesa, como a calçada portuguesa ou o feitio das igrejas e capelas, claramente diferentes das galegas. Casas com coberta vegetal ainda existentes, o «Forno do Povo» ou a Igreja Matriz de São Pedro são algumas coisas a não perder cá em Tourém.

Para quem quiser passar um fim-de-semana ou uma temporada a descontrair, resulta uma localização óptima, até porque existe um local de turismo de habitação, numa casa tradicional barrosã, conhecida como Casa dos Braganças, com preços muito competitivos. A região é muito interessante porque temos ao nosso dispor um amplo leque de possibilidades: a visita da própria aldeia de Tourém, caminhadas pela serra, dentro do Parque Nacional da Peneda-Gerês, a possibilidade de conhecer as aldeias galegas vizinhas e a sua gastronomia, como o «polvo à feira» nas feiras tradicionais de lá, como a existente em Calvos de Randín, as aldeias do vizinho Couto Misto, os restos do castelo da Piconha, um castelo que terá até foral dos nossos reis portugueses mas que hoje se encontra em território galego, perto de Randim, o mostéiro de Santa Maria das Júnias, na vizinha aldeia, passando a serra do Gerês, de Pitões das Júnias e que teve filiação com o mosteiro galego de Santa Maria de Oseira e, mais longe ainda, Montalegre no Barroso, e as possibilidades de canoagem na barragem das Conchas, no rio Lima, na Galiza ou as águas termais de Riocaldo, no concelho de Lobios, gémeas das termas do Gerês. A gastronomia é outra escusa: uma boa posta ou costeleta de vitela barrosã, o fumeiro, a gastronomia galega já mencionada, etc. Ou por que não? Dolce far niente...!


Foto 1. Vista geral da aldeia de Tourém vindo de Randim (Galiza).
Foto 2. Rua típica, com calçada portuguesa e casas de granito.
Foto 3. Uma das capelas da aldeia.
Foto 4. Casas com emparrados.
Foto 5. Currais com antiga cobertura vegetal (em ruínas).
Foto 6. Outra capela de Tourém, já no caminho para a ponte do rio Salas.
Foto 7. Largo da aldeia, junto da capela.
Foto 8. Forno do povo.
Foto 9. Forno ou lareira onde se cozia o pão.
Foto 10. Pormenor do forno, com arcos de meio ponto.
Foto 11. Mais casas tradicionais de Tourém.
Foto 12. Igreja matriz de Tourém, em honra de São Pedro.
Foto 13. Cemitério.
Foto 14. Barragem (encoro) das Salas, com Tourém à vista.
Foto 15. Barragem das Salas com Randim (Galiza) à vista.


Ver Tourém: Uma aldeia raiana do Barroso num mapa maior
Mapa 1. Mapa de situação.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

As fronteiras de Tourém (III): Tourém/Randim

A terceira fronteira de Tourém é aquela que liga a aldeia com a vizinha aldeia galega de Randim (Randín em galego) e com a que tradicionalmente tem mantido mais relações de vizinhança. Esta fronteira é relativamente nova, já que antigamente a ligação era feita por um caminho estreitinho e nem sempre em boas condições. Actualmente existe una estrada local que liga as duas aldeias a partir da única estrada que liga Tourém ao resto do país, exactamente à saída da aldeia.

A fronteira está situada entre uma granja dedicada à pecuária e lameiros, sem solução de continuidade e sem nenhum ponto que indique mudança alguma de estado. Um solitário marco fronteiriço marca, com a sua presença muda um limite que, longe de dividir, não foi entrave para as boas relações entre os habitantes de ambas as aldeias.

Pouco ou nada resta por dizer a não ser que provavelmente Tourém seja a aldeia melhor comunicada com os seus vizinhos galegos do que com o resto das aldeias barrosãs, portuguesas, sem dúvida devido à sua especial localização como uma ponta que penetra muito para dentro do interior da Galiza, o que faz que partilhe com os seus vizinhos muitos traços comuns sem, no entanto, renunciar ao seu carácter de aldeia portuguesa, uma aldeia linda de se ver e da qual falaremos no seguinte 'post'.

P.S. Dou as boas-vindas a AnaSalgNarRib e espero que continue a gostar do blogue.

Foto 1. Fronteira e marco fronteiriço visto do lado de Portugal.
Foto 2. Fronteira e marco fronteiriço visto do lado da Galiza. Ao fundo, vista da granja que fica mesmo na Raia.
Foto 3. Entroncamento a poucos metros da fronteira entre a estrada que liga Tourém com o resto do país e a estrada que vai para Randim.
Foto 4. Vista geral de Tourém a uns metros do entroncamento.
Foto 5. Randim visto do limite fronteiriço.
Foto 6. Randim vista da estrada a Vilariño (Galiza).


Ver Fronteira Tourém/Randim num mapa maior

Mapa 1. Mapa de situação.