No concelho de Chaves, no vale do Tâmega existe uma série de fronteiras pouco conhecidas que ligam as povoações raianas flavienses às suas vizinhas galegas. Uma destas fronteiras é a existente entre Mairos e Vilarello (ou Vilarelho).
Mairos é uma aldeia raiana que dá nome à serra que delimita a fronteira e onde hoje encontramos um parque eólico. É a típica aldeia transmontana, do vale do Tâmega, onde se misturam os traços do casario tradicional com as novas construções dos emigrantes que foram para a França. Vilarello, situado no concelho galego de Vilardevós, apresenta uma situação mais ou menos parecida, embora a emigração galega nesta região tenha sido mais para a Suíça ou a Alemanha. Ambas as duas aldeias compartilham alguns traços comuns como é a forma de cultivo da terra, baseada no centeio e a policultura de batata, couve (nomeadamente a couve galega e couve grelo) e outras hortaliças.
A ligação faz-se por uma estrada que, partindo de Vilarello, inicia uma subida constante, com alguma perigosa, até chegar ao ponto fronteiriço onde a estrada é já plana e depois desce suavemente para um largo planalto onde está situada a aldeia de Mairos e outras vizinhas, antes de iniciar a sua descida, em encostas, para o vale do Tâmega.
O destaque, neste caso, vai para as questões etnográficas e do património, que sempre resultam interessantes nestes casos, para além das belas paisagens que oferecem estes lugares. Sem dúvida, um lugar onde poder perder-se, calmamente, sem renunciar, no entanto, à «civilização» que encontramos nas cidades de Chaves ou Verín.
Mairos é uma aldeia raiana que dá nome à serra que delimita a fronteira e onde hoje encontramos um parque eólico. É a típica aldeia transmontana, do vale do Tâmega, onde se misturam os traços do casario tradicional com as novas construções dos emigrantes que foram para a França. Vilarello, situado no concelho galego de Vilardevós, apresenta uma situação mais ou menos parecida, embora a emigração galega nesta região tenha sido mais para a Suíça ou a Alemanha. Ambas as duas aldeias compartilham alguns traços comuns como é a forma de cultivo da terra, baseada no centeio e a policultura de batata, couve (nomeadamente a couve galega e couve grelo) e outras hortaliças.
A ligação faz-se por uma estrada que, partindo de Vilarello, inicia uma subida constante, com alguma perigosa, até chegar ao ponto fronteiriço onde a estrada é já plana e depois desce suavemente para um largo planalto onde está situada a aldeia de Mairos e outras vizinhas, antes de iniciar a sua descida, em encostas, para o vale do Tâmega.
O destaque, neste caso, vai para as questões etnográficas e do património, que sempre resultam interessantes nestes casos, para além das belas paisagens que oferecem estes lugares. Sem dúvida, um lugar onde poder perder-se, calmamente, sem renunciar, no entanto, à «civilização» que encontramos nas cidades de Chaves ou Verín.











Ver Fronteira Mairos/Vilarello num mapa maior
Mapa 1. Mapa de situação.
P.S. Dou as boas-vindas aos novos seguidores do blogue, Reis Quarteu, Miguel Elói e João. Espero que este blogue continue a oferecer aquilo que os motivou a segui-lo.
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